Num debate em que António Costa se assumiu como apoiante da distribuição de dividendos aos acionistas das grandes empresas em tempo de pandemia, Catarina Martins insistiu em propostas para proibir despedimentos, diminuir prazos de acesso a subsídio de desemprego e garantir o RSI de emergência e apoios a gerentes de micro-empresas.

“Os trabalhadores não são inimigos na resposta à crise pandémica, são aliados fundamentais”, afirmou Pedro Filipe Soares na crítica à suspensão do direito à greve e do direito à resistência previsto durante o Estado de Emergência, acrescentando que “a realidade demonstra que se alguém apresentou um sentido de responsabilidade profundo foram os trabalhadores”.

Catarina Martins defendeu hoje a necessidade de o governo usar os poderes que lhe são conferidos pelo Estado de Emergência para “a requisição dos equipamentos, instalações e profissionais necessários para responder à crise, sejam hospitais privados, laboratórios, testes de diagnósticos ou materiais de proteção”.

A coordenadora do Bloco reiterou a urgência de “chamar a banca e as grandes empresas à sua responsabilidade” assim como proibir a distribuição de dividendos.

A coordenadora do Bloco alertou ainda para as declarações da Ministra da Saúde, que davam conta que os reforços necessários para o SNS estariam dependentes de autorizações do Ministério das Finanças: “A resposta ao Covid-19 não pode ficar sujeita aos vetos de gaveta e atrasos de autorização de Mário Centeno”.