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“Garantimos que iremos lutar para melhorar o orçamento”

Na sua intervenção, Mariana Mortágua combateu a ideia de que o OE 2020 é um orçamento de continuidade, o que é dito quer pela direita, quer pelo PS. ”Diz-nos a direita que este é um orçamento de continuidade porque aumenta os impostos sobre as pessoas: é falso”, afirmou.

A deputada acusou “os novos intervenientes da direita” de não assumirem o seu programa, como a privatização das universidades ou da Caixa Geral de Depósitos.

“ Como podem estes partidos encarar um país e abertamente propor serviços privados para quem puder pagar e caridade pública para todos os outros? Como poderão admitir que o seu programa significaria mais precariedade? Como irão anunciar que as despesas com os cheques ensino, os cheques saúde, os cheques creche e habitação são, na verdade, um sistema de rendas pagas pelos contribuintes aos privados para vampirizar os serviços públicos? ”, acusou Mariana Mortágua.

A deputada bloquista respondeu também à afirmação do governo e do PS, de que “este é o orçamento mais avançado dos últimos cinco anos”, e ironizou: “não havendo maioria parlamentar, a geringonça estaria a descer em espírito à Assembleia na forma de uma proposta de orçamento”.

E dirigindo-se a António Costa, respondeu: “ Sr primeiro ministro, imagine que cada orçamento é um passo: no primeiro orçamento avança 1 metro, no segundo, mais um metro, no terceiro outro metro e no quarto também. Até que no quinto, finalmente, avança 10cm. O quinto orçamento será o mais avançado de todos mas nem por isso andou mais, andou o suficiente ou andou na direção certa”.

“Os orçamentos não se podem limitar a viver no passado e há pouco tempo para preparar o futuro”, afirmou também Mariana Mortágua, sublinhando que “Trocar um excedente caprichoso por transformações que as pessoas só vão sentir daqui a anos: é essa a maior generosidade e a maior responsabilidade das decisões do presente”.

A concluir, Mariana Mortágua assumiu o compromisso bloquista: “garantimos ao país que iremos lutar para o melhorar, medida a medida até ao último dia deste processo orçamental”.