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Em conferência de imprensa na Assembleia da República esta quarta-feira, Mariana Mortágua anunciou que o Bloco vai requerer que os bancos, a Autoridade da Concorrência e o Banco de Portugal sejam ouvidos no Parlamento. Durante anos, os bancos concertaram-se prejudicando clientes e é preciso saber se não o continuam a fazer.

Matos Fernandes garantiu incluir no Orçamento de Estado de 2020 a medida que cobra uma taxa às celuloses e indústria da madeira. O deputado bloquista Nelson Peralta arrancou esta aceitação quando considerou ser “inadmissível que proposta tenha ficado na gaveta.” Fazia parte do Orçamento passado e nunca foi cumprida.

Esta terça-feira, o Bloco propôs novas alterações ao Orçamento do Estado para 2020: a eliminação dos vistos gold e o fim do regime dos residentes não habituais. O partido considera que os vistos gold são um dos principais focos de criminalidade económica e de especulação imobiliária.

O Bloco propôs uma redução no IVA da energia durante o processo de discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2020: 13% a partir de 2020, 6% a partir de 2022.

Para repor justiça a quem trabalhou toda uma vida, o Bloco propõe ainda a "criação de um complemento de pensão no valor do corte do fator de sustentabilidade para as pessoas que se reformaram com as anteriores regras e foram penalizadas”.

Mariana Mortágua criticou o OE 2020, que “não responde às exigências deste novo ciclo” e garantiu que o Bloco irá lutar para o melhorar, “medida a medida”. A deputada acusou também os “novos intervenientes da direita”, Chega e Iniciativa Liberal, de não assumirem as suas propostas, como a privatização das universidades ou da CGD.

A Mesa Nacional do Bloco de Esquerda decidiu que “não há condições para votar favoravelmente a proposta de Orçamento do Estado apresentada pelo Governo”. Catarina Martins anunciou que partido poderá abster-se e viabilizar OE, se negociações com governo do PS abrirem caminho para matérias fundamentais que Bloco propõe.

Mariana Mortágua apontou as insuficiências da proposta apresentada pelo Governo, nomeadamente no que respeita ao parco investimento afeto aos serviços públicos e à habitação e ao efeito limitado das alterações no IRS, e acusou o executivo de não assumir compromissos claros.