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Baixas médicas nas Empresas Amorim Revestimentos, S.A. e Amorim Flooring – Soluções Inovadoras de Cortiça, S.A

O Bloco de Esquerda teve conhecimento que nas empresas Amorim Revestimentos, S.A. e Amorim Flooring – Soluções Inovadoras de Cortiça, S.A.,ambas situadas na Rua do Ribeirinho 202, 4535-472, São Paio Oleiros, concelho de Santa Maria Feira, têm aumentado de forma exponencial o número de trabalhadores em baixa médica.

Na linha de produção a percentagem de trabalhadores em baixa médica quase que chega aos 20%, um número verdadeiramente atípico e que traduz condições de trabalho particularmente penosa para os trabalhadores.

Os trabalhadores destas empresas estiveram recentemente em greve. Denunciaram, nesse momento, ritmos de produção cada vez mais elevados com cada vez menos trabalhadores; denunciaram pressão contante por parte das chefias para que os processos de produção sejam cada vez mais rápidos.

Segundo nos foi dito, linhas de produção que antes tinham 5 trabalhadores estão agora a laborar com apenas 2 trabalhadores, sendo-lhes exigido a mesma produção.

Apurámos também que há trabalhadores que para além dos 5 dias de trabalho semanal normal são pressionados pelos representantes destas empresas para trabalhar aos sábados e domingos, existindo muitas situações de trabalhadores que ficam 12 dias a laborar sem um único dia de descanso.

Este tipo de práticas exercidas por estas duas empresas estão a provocar um elevado número de baixas médicas por exaustão e por pressão psicológica e estão a levar a um amento das doenças profissionais devido aos ritmos anormais de trabalho.

Tendo em conta a alta prevalência de baixas médicas nestas duas empresas consideramos que as autoridades de saúde podem e devem atuar, dentro das suas competências e funções, a começar pela defesa da saúde pública.

Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem por este meio dirigir ao Governo, através do Ministério da Saúde as seguintes perguntas:

1. Tem conhecimento do elevado número de baixas médicas nesta empresa?

2. Que medidas pretende implementar para apurar as causas deste súbito aumento das baixas médicas?

3. Que intervenção terá a autoridade de saúde, tendo em conta o evidente impacto na saúde que a pressão, os ritmos de trabalhos e a falta de dias de descanso estão a causar nos trabalhadores?

AnexoTamanho
pergunta_ms_baixas_medicas_na_amorim.pdf187.87 KB