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Bloco e CGTP querem garantir que PSD e CDS não permaneçam no Governo

Durante a reunião que teve lugar esta quinta-feira, a CGTP apresentou “um conjunto de reivindicações que têm grande consonância com o que o Bloco de Esquerda tem defendido”, avançou o líder parlamentar Pedro Filipe Soares. O dirigente bloquista esclareceu ainda que o Bloco está disponível para apresentar uma moção de rejeição conjunta com PCP e PS.
Foto de Mário Cruz, Lusa.

Segundo afirmou Pedro Filipe Soares em declarações aos jornalistas após a reunião com a intersindical, o Bloco e a CGTP consideram prioritário garantir que a coligação PSD/CDS-PP não continue no Governo.

Assegurando que o Bloco “tudo fará para que direita não permaneça no executivo”, o líder parlamentar reiterou a total disponibilidade dos bloquistas para trabalhar em conjunto para uma alternativa que respeite os pressupostos da reposição de rendimentos, garantias sobre pensões e outra política fiscal capaz de “desonerar o trabalho e dar às famílias o respirar que tanto necessitam e que tanto foi negado ao longo de quatro anos”.

O secretário-geral da CGTP insistiu, por sua vez, na necessidade de uma eventual nova maioria de esquerda significar uma "mudança real".

“Se PSD e CDS se mantiverem no poder é mais do que certo que vamos ter o prolongamento da política que é conhecida e que levou à situação em que hoje nos encontramos”, alertou Arménio Carlos, defendendo que é necessário uma alternativa que coloque as pessoas no centro das políticas.

Bloco disponível para moção de rejeição conjunta

Existe da nossa parte disponibilidade nesse sentido", assinalou Pedro Filipe Soares, referindo-se à possibilidade de PS, Bloco e PCP apresentarem uma moção de rejeição única contra o Governo PSD/CDS-PP.

"Há uma possibilidade real de vir a ser realizável, temos tempo para ainda o fazer", acrescentou, antecipando que, segundo o regimento da Assembleia da República, "a moção de rejeição deve ser apresentada nos dias de debate do programa de governo".

"Falta mais de uma semana até lá", referiu, destacando que "temos tempo para fazer uma boa moção de rejeição e para garantir que há aí o início de um processo para afirmação de uma alternativa daquilo que tem sido negado às pessoas".

A CGTP já convocou uma concentração na Assembleia da República para o dia da moção de rejeição ao Governo.