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Continuação da saga “Donos Disto Tudo”

O Bloco de Esquerda não deixou que o escândalo dos "Panama Papers" se ficasse pelas notícias e marcou um debate de atualidade sobre os prejuízos sociais e económicos que os paraísos fiscais provocam.

início da semana ficou marcado pelo caso dos “Panama Papers”. Foram tornados públicos nomes de vários governantes, dirigentes políticos, empresários, banqueiros, entre outros, que recorreram a esquemas offshore para fugirem às suas obrigações fiscais.

O Bloco de Esquerda não deixou que o escândalo se ficasse pelas notícias e marcou um debate de atualidade sobre os prejuízos sociais e económicos que os paraísos fiscais provocam. No decorrer da discussão, voltou-se a falar da existência de várias empresas com o mesmo endereço fiscal em Portugal, nomeadamente na Madeira.

O Bloco apresentou propostas concretas para criminalizar o enriquecimento ilícito de detentores ou ex-detentores de cargos públicos, assim como acabar com o offshore da Madeira.

Na audição da Comissão Parlamentar de Inquérito ao processo que conduziu à venda e resolução do BANIF, o ministro das Finanças, Mário Centeno, defendeu que a integração do banco na Caixa Geral de Depósitos teria os mesmos custos que a venda ao Santander, com a vantagem de ficar na esfera pública, tal como o Bloco defendeu.

A pressão europeia fez com que o governo afastasse essa via. Nesta mesma semana, foram ainda ouvidos Carlos Costa, Governador do Banco de Portugal, e Maria Luís Albuquerque, ex-ministra das Finanças da direita.

A primeira reunião do Conselho de Estado promovida por Marcelo Rebelo de Sousa ficou marcada pela presença e “avisos” de Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu. Draghi deixou vincada a sua posição de que as medidas de austeridade e de precariedade desenvolvidas pelo anterior governo deveriam ser continuadas e que “para além de preservar o que já foi feito, são necessárias mais reformas no conjunto da área do euro”.

O voto apresentado pelo Bloco de Esquerda a condenar a deportação de refugiados da Grécia para a Turquia, ao abrigo do acordo UE/Turquia, assinado a 18 de março, foi chumbado pelas bancadas do PS, PSD e CDS.