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PER da Varandas de Sousa, S.A. e riscos para a manutenção dos postos de trabalho

A empresa Varandas de Sousa, S. A. detém uma quota do mercado nacional de cogumelos da ordem dos 80% e emprega cerca de 450 trabalhadores/as.

A empresa vive uma situação financeira difícil que levou a que recorresse a um Processo Especial de Revitalização (PER) que passará por perdão de dívidas a fazer pelos principais credores.

Não obstante o decurso do PER, a empresa foi vendida a um fundo de investimento, a “CoRe Equity”, empresa do universo da CORE CAPITAL, que anunciou que se propõe fazer uma entrada de capital e assegurar o funcionamento da Varandas de Sousa.
Sabe-se que o plano de revitalização da empresa passa pelo perdão de dívidas por parte dos principais credores (na ordem das três dezenas de milhões de euros), nomeadamente o Novo Banco e a Caixa de Crédito Agrícola, mas também de outros.

Sabe-se, também, que está previsto que a Autoridade Tributária e a Segurança Social serão integralmente ressarcidas dos seus créditos.

Mas, desconhece-se, ainda, qual será a posição que o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, I. P. – outro dos credores – virá a assumir neste processo. para acompanhamento de cônjuge no estrangeiro ou a licença sem remuneração, aplicando, nestes casos, o Código do Trabalho a trabalhadores com vínculo de emprego público.

Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem por este meio dirigir ao Governo, através da Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, as seguintes perguntas:

1. O Governo tem conhecimento da situação vivida na Varandas de Sousa, S.A.?

2. Qual o montante dos créditos sobre a Varandas de Sousa, S. A. detidos pelo IFAP, I. P.?

3. Deu a tutela alguma orientação específica ao IFAP, i. P. sobre este assunto, em particular sobre a manutenção da totalidade dos postos de Trabalho?
 

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