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DECLARAÇÃO DE VOTO Voto n.º 138/XIV/1.ª (CH) — De repúdio pela agressão a uma médica, durante o cumprimento das suas funções no Hospital de Setúbal

O Bloco de Esquerda repudia e condena inequivocamente as agressões a profissionais de saúde, bem como a trabalhadores da Administração Pública. Essa tem sido a nossa conduta e o sentido das nossas propostas, nomeadamente no reforço do número de profissionais.

Os votos apresentados pelo Chega fazem um aproveitamento político de situações reprováveis, instrumentalizando os factos a favor da sua agenda xenófoba.

O programa eleitoral do Chega é inequívoco na forma como aborda o Serviço Nacional de Saúde: “Ao Estado não compete a produção ou distribuição de bens e serviços, sejam esses serviços de Educação ou de Saúde, ou sejam os bens vias de comunicação ou meios de transporte. (...) O Estado não deverá, idealmente, interferir como prestador de bens e serviços no Mercado da Saúde mas ser, apenas, um árbitro imparcial e competente, um regulador que esteja plenamente consciente da delicadeza, complexidade e sensibilidade deste Mercado.”

Para se tornar mais claro o pensamento estrutural deste partido, fica o resumo apresentado: “Defende-se o afastamento decidido do modelo do Estado Social e do regresso ao Estado Arbitral”.

Ao lermos o programa do Chega percebe-se a hipocrisia do voto agora apresentado pelo Deputado Único Representante de Partido, André Ventura: pretende desmantelar o Serviço Nacional de Saúde e desvalorizar os seus profissionais, mas agora apresenta votos em que finge defender o contrário.

Assembleia da República, 20 de dezembro de 2019.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda
 

AnexoTamanho
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