Author Bios

Perguntas ao governo

  • Segundo informação divulgada pelo Sindicato dos Jornalistas (SJ), assim como aquela transmitida em audição da Presidente da Comissão de Avaliação Bipartida (CAB) da Cultura a 17 de setembro, e conforme as denúncias que chegaram ao Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, a Administração da RTP tem obstaculizado a análise de casos no âmbito do PREVPAP. É também da responsabilidade desta administração a derrapagem brutal existente entre o período definido na lei para a total regularização dos precários nesta empresa do Estado, estabelecida para 31 de maio de 2018.

    Do comunicado daquela estrutura representativa dos trabalhadores e das informações transmitidas pela presidente da CAB, aquando da audição na Comissão de Cultura, no passado dia 18 de setembro, a requerimento do Grupo Parlamentar do BE, confirma-se que no âmbito deste processo foram submetidos 404 requerimentos afetos à RTP que incluem jornalistas, técnicos e operadores, administrativos e documentalistas. Destes, apenas cerca de 100 serão jornalistas. Até agora foram emitidos cerca de 130 pareceres favoráveis e 250 aguardam audiência prévia que, segundo a presidente da CAB, terá lugar até ao final do mês de outubro.

  • Foi noticiado que o Diretor do Museu de Serralves, João Ribas, se demitiu após a truncagem de uma exposição do Museu por ordem do Conselho de Administração da Fundação. A exposição dedicada ao fotógrafo Robert Mapplethorpe terá sido alterada na sua organização e algumas obras retiradas.

  • Foi hoje enviada ao Governo uma carta, assinada por 173 trabalhadores precários, relativa às situações de precariedade na RTP. Nesta carta é afirmado que “a RTP tem há vários anos centenas de trabalhadores precários na informação e programação de televisão, rádio e multimédia” e que, apesar de praticamente todos estes trabalhadores se terem candidatado ao processo de regularização (PREVPAP) e de dezenas terem recebido há meses parecer positivo da Comissão de Avaliação Bipartida (CAB), “não foi integrada uma única pessoa”. Esta é, segundo os subscritores, “uma situação inaceitável [que] está a gerar enorme incerteza nas vidas profissionais e pessoais” destes trabalhadores, retirando-lhes os rendimentos e a estabilidade que legitimamente reivindicam.