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Perguntas ao governo

  • A menos de dois anos do fim do contrato de concessão, a administração dos CTT quer tornar este caminho irreversível. Nos últimos meses multiplicaram-se o anúncio ou mesmo o encerramento de dezenas de Estações de Correio, que já são mais de 50, e que violam compromissos anteriormente assumidos com o Estado e as populações. 
    Estes encerramentos em catadupa são absolutamente intoleráveis e colocam as populações em sobressalto, parecendo integrar-se numa estratégia de pressão sobre as autarquias para que se substituam aos CTT na prestação de um serviço que lhe está contratualmente consagrado: o serviço público de correios, nos mesmos exatos termos com que o receberam das mãos do Estado. 

  • Segundo notícias do passado dia 5 de junho, a Infraestruturas de Portugal, S.A. (IP) pretende retirar 33 trabalhadores afetos à manutenção da via e substituí-los por contratos de prestação de serviços com privados. A medida implica a extinção dos 4 centros de manutenção ferroviária que existem em Alfarelos, Régua, Nine e Esmoriz. Segundo a IP vão ser recolocados “noutros serviços”. Trata-se de funcionários que têm a categoria de operários, encarregados e especialistas de via. São trabalhadores que inspecionam em permanência os troços de linha para identificar problemas, executam algumas ações de manutenção e fiscalizam as empreitadas.

  • Chegaram ao conhecimento do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda informações preocupantes relativamente à situação da empresa DURA Automotive – Indústria de Componentes para Automóveis, Lda., instalada na Guarda. Segundo a informação facultada à CT e ao SITE Centro-Norte a Magna BÖCO GmbH, uma das principais clientes da Dura Automotive, detentora de mais de metade da ocupação da mão-de-obra, em virtude da deslocação da produção para a Índia, pretende retirar as suas encomendas e moldes até finais de Agosto do corrente ano, pois pretende deslocar a produção para a Índia.