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Perguntas ao governo

  • No dia 8 de agosto, um cidadão residente em Lisboa dirigiu-se à urgência deste hospital com fortes dores e corrimento nos ouvidos.  Após duas horas a aguardar atendimento, foi chamado a uma sala onde lhe foi entregue um formulário que já vinha preenchido tendo-lhe sido indicado que, com aquele documento, lhe iria ser marcada uma consulta de otorrinolaringologia para os próximos dias.

    Perante a estupefação e perplexidade do utente relativamente ao facto de ir sair do hospital sem ser atendido, foi-lhe referido que de acordo com uma diretiva recente, tinham deixado de chamar  otorrinolaringologistas à urgência, excepto em três situações específicas, entre as quais se encontra o traumatismo craniano.

  • Nos últimos dias, foram divulgadas informações dando conta de que o atendimento 112 estaria mais demorado do que seria de esperar devido à falta de profissionais para assegurar o atendimento da linha. Em resposta a estas notícias, o Governo referiu que “está a decorrer um novo processo de recrutamento junto da GNR”. Urge conhecer os termos e os prazos deste concurso.

    Acresce que, o INEM não está sujeito a cativações, uma medida importante propostapelo Bloco de Esquerda e aprovada aquando do debate do Orçamento de Estado para corrente ano. Como tal, é ainda mais incompreensível que o INEM possa estar a funcionar com falta de profissionais, sobrecarregando os trabalhadores em funções. Refira-se que, em resposta ao Bloco (Pergunta 2091/XIII/3ª), é assumido que em 2017 saíram 57 trabalhadores do INEM, sendo que entre janeiro e maio de 2018 já tinham saído outros 25!

  • O Bloco de Esquerda procede ao reenvio da pergunta com os números 3160/XIII/2ª, 4140/XIII/2ª e 481/XIII/3ª, sobre a avaliação dos impactos dos programas de financiamento na rede de equipamentos sociais de apoio a pessoas com deficiência, uma vez que o prazo regimental de resposta de trinta dias se encontra ultrapassado. A rede de equipamentos sociais de apoio a pessoas com deficiência teve um alargamento decisivo devido ao Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES) e ao Programa Operacional Potencial Humano (POPH). Para este alargamento contribuíram também, com menor peso, o Programa de Apoio ao Investimento em Equipamentos Sociais (PAIES) e a Medida de Apoio à Segurança dos Equipamentos Sociais (MASES).