Share |

Despedimentos na Makro Cash & Carry Portugal, S.A.

O Bloco de Esquerda teve conhecimento que a Makro Cash & Carry Portugal, S.A, empresa com sede em Alfragide, com 11 lojas em Portugal, enviou a 1.500 funcionários uma proposta de rescisão de contrato amigável.

A Marko Portugal no ano 2009 iniciou um processo de restruturação que culminou com o despedimento coletivo de 100 trabalhadores.

Com o pretexto da otimização da sua força laboral, a Makro pretende reduzir ao mínimo o número de trabalhadores que maioritariamente têm vínculo efetivo à empresa para os substituir por trabalhadores com vínculo precário.

A Makro pretende encerrar este despedimento até ao final do mês de março de 2012 e propôs aos trabalhadores como indemnização 1,5 mês de salário base por cada ano de antiguidade, sem garantia de acesso ao fundo de desemprego.

A Makro também propôs a redução do horário de trabalho de 40 horas semanais para 20 horas semanais, com a correspondente redução salarial. Esta redução do horário de trabalho foi apresentada só aos trabalhadores das lojas.

A Makro tornou público que não pretende sair do país, nem tem intenção de encerrar nenhuma das 11 lojas.

A competitividade da empresa Makro não deve passar por destruir postos de trabalho efetivos, trocando-os por trabalhadores com vínculo precário e salários mais baixos.

Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem por este meio dirigir ao Governo, através do Ministério da Economia e do Emprego, as seguintes perguntas:

1. Tem o Ministério do da Economia e do Emprego conhecimento desta situação?

2. Que medida vai o Governo tomar para assegurar a manutenção dos 1500 postos de trabalho da Makro Cash & Carry Portugal S.A?

AnexoTamanho
Pergunta ao Governo: Despedimentos na Makro Cash & Carry Portugal, S.A. .pdf188.59 KB