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Falta grave de assistentes operacionais deixou Hospital Amato Lusitano, em Castelo Branco, no limite das suas capacidades

Segundo informação veiculada hoje, na comunicação social, o Bloco de Esquerda tomou conhecimento da situação crítica em que se encontra o Hospital Amato Lusitano (HAL), que integra Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULSCB), devido à falta de assistentes operacionais, entre outros recursos.

Segundo cita a Lusa, esta informação foi dada pelo próprio Presidente da ULSCB, Vieira Pires,numa intervenção durante as comemorações do 40.º aniversário do HAL,na qual afirmou que “ohospital está no limite das suas capacidades na questão de assistentes operacionais”, sublinhando ainda que “os recursos médicos não chegam e são necessários recursos de outra ordem, os mais elementares possíveis, mas nem por isso menos importantes: são os assistentes operacionais".

Para o Bloco de Esquerda, a gravidade da situação descrita nestas declarações só poderá ser interpretada como urgência e aviso sério para a sua resolução.

O Hospital Amato Lusitano integra a ULSCB conjuntamente com mais nove centros de saúde espalhados por oito concelhos e que respondem a uma população de quase 103 mil habitantes, dos quais 31% têm mais de 65 anos.

Se os responsáveis médicos indicam que é necessária a renovação do quadro médico e aproximar os cuidados de saúde dos cidadãos, nomeadamente no que diz respeito aos cuidados e hospitalização domiciliária, a contratação de assistentes operacionais constitui-se como condição básica para se manter o funcionamento do próprio hospital e para o cumprimento destes objetivos a médio e longo prazo.

Os bons serviços do Serviço Nacional de Saúde hoje assegurados no HAL precisam de um reforço sustentado, dado que a qualidade e o acesso aos cuidados de saúde estarão sempre em causa se o hospital se mantiver a funcionar “no limite das suas capacidades” ou na iminência de fecho de serviços devido à falta de profissionais.

Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem por este meio dirigir ao Governo, através do Ministério da Saúde, as seguintes perguntas:

1. Tem o Ministério da Saúde conhecimento desta situação?

2. O Ministério da Saúde prevê a abertura de um concurso para o reforço de assistentes operacionais no Hospital Amato Lusitano? Se sim, para quando e qual o número de vagas que irá contemplar?

3. O Ministério da Saúde tem conhecimento da falta de outros recursos humanos na Unidade Local de Saúde de Castelo Branco e, em particular, no Hospital Amato Lusitano? Se sim, como prevê solucionar esse problema?

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