Na segunda intervenção no debate quinzenal, Catarina Martins confrontou o primeiro-ministro com a falta de comboios, nomeadamente na linha de Sintra, relembrando que, apesar do excedente orçamental, “falta de tudo um pouco nas infraestruturas e serviços públicos do país”.

A coordenadora do Bloco alertou também para o problema da suborçamentação do Serviço Nacional de Saúde, afirmando que “sem dinheiro nem autonomia para contratar, os hospitais e outras unidades de saúde ficam numa situação impossível: não podem deixar de responder aos utentes e não podem dimensionar a sua estrutura para dar essa resposta”.

A coordenadora do Bloco confrontou o primeiro-ministro com as notícias que davam conta que o Estado português ajudou a bloquear uma proposta de diretiva europeia para que as grandes multinacionais fossem obrigadas a publicar dados detalhados sobre os países e offshores onde alegadamente pagam os seus impostos.

A deputada Sandra Mestre Cunha alertou para a urgência da criação do Observatório Judicial de Violência Doméstica, um recurso essencial para corrigir a falta de dados, especialmente a nível judicial, e reforçou também a necessidade de ter a Rede de Habitação para as vítimas implementada em mais autarquias.

"É porque sabemos a lei que fizemos, e porque nos orgulhamos dela, que não somos coniventes com reitores que boicotam o PREVPAP no Ensino Superior e na Ciência, que não aceitamos que seja negado o acesso aos documentos dos precários que querem saber em que ponto está o seu processo e que exigimos que o tempo de serviço seja contabilizado e que os trabalhadores sejam reposicionados nas suas carreiras" - José Soeiro no encerramento do debate sobre o PREVPAP.