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Perda de camas e falta de profissionais na Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano

A Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano é uma unidade do Serviço Nacional de Saúde que serve uma população de cerca de 100 mil habitantes, estendendo a sua ação a 5 concelhos do Alentejo Litoral, sendo eles: Alcácer do Sal, Grândola, Odemira, Santiago do Cacém e Sines.

Apesar do seu raio de ação e da importância que lhe é atribuída, o Bloco de Esquerda teve conhecimento de que foram encerradas 8 camas no serviço de Medicina da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano. Aliado à sucessiva perda de camas de convalescença, é também conhecida a carência de profissionais de enfermagem nesta unidade, fatores que em nada contribuem para a qualidade do serviço.

Relativamente à perda de capacidade por parte da ULSLA, esta é também sentida no Serviço de Urgência Básica de Odemira, uma vez que, o compromisso por parte do Concelho de Administração de reforçar a equipa com mais enfermeiros para a dotar a triagem de Manchester de melhor resposta ainda não se verificou. Sem este reforço a segurança dos cuidados prestados naquela unidade está claramente em risco.

Esta é uma situação que em nada dignifica os serviços prestados na Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano e que, para alem de diminuir a capacidade de resposta às necessidades da população, coloca os profissionais sob uma enorme pressão.

O Bloco de Esquerda relembra que tem questionado o Governo precisamente sobre a perda de camas nas unidades do Serviço Nacional de Saúde e também sobre a falta de profissionais que se faz notar em algumas unidades um pouco por todo o país. Dotar os serviços de melhor resposta pública e de mais profissionais é um passo determinante na defesa do SNS.

Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem por este meio dirigir ao Governo, através do Ministério da Saúde, as seguintes perguntas:

1. Tem o Ministério da Saúde conhecimento desta situação?

2. Está a tutela disponível para garantir que esta Unidade irá ver as suas camas no serviço de Medicina recuperadas e reforçadas?

3. Porque motivo ainda não foi reforçada a triagem de Manchester do Serviço de Urgência Básica de Odemira?

4. Está disposto o Governo a intervir de forma a que esse reforço aconteça, garantido assim a qualidade do serviço e a capacidade de resposta por parte dos profissionais? 

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