Perante esta situação, importa perceber o sucedido. Se efetivamente foi eliminada essa comparticipação e com base em que citérios técnicos e científicos. É ainda importante que se perceba se o Governo estudou o impacto desta decisão nas pessoas que tomariam este medicamento e se sabe quantas pessoas estariam a tomar o medicamento, qual o impacto no seu orçamento familiar com a eliminação da comparticipação e quais as alternativas terapêuticas existentes. 

Perante tudo isto e porque se deve lutar pela proteção dos recursos hídricos e do ambiente, o Bloco de Esquerda considera que o Ministério do Ambiente deve intervir imediatamente, no sentido de apurar responsabilidades e responsáveis e no sentido de colocar um ponto final a esta situação.

Para o Bloco de Esquerda a aposta na saúde mental é uma prioridade e reafirma a necessidade de investir neste projeto que é um dos muitos passos que são necessários para que, em Portugal, se possa inverter este paradigma. 

Esta é mais uma situação inaceitável na qual a PPP gerida pela Lusíadas Saúde parece não conhecer os direitos dos cidadãos que diz servir, o que é grave, ou então está deliberadamente a recusar a realização de exames e a negar serviços à população, o que é ainda mais grave. 

O Bloco de Esquerda considera que o Governo deve esclarecer se a sua intenção é mesmo restringir o regime excecional de comparticipação às fórmulas com aminoácidos livres, excluindo as extensamente hidrolisadas e, consequentemente, excluindo a maior parte dos casos com APLV e suas famílias.
O Bloco de Esquerda considera que este entendimento deve ser revisto, de forma a que a comparticipação se alargue e abranja mais casos de alergia.  

O Bloco de Esquerda sabe que têm sido feitos vários pedidos para acesso precoce a estes medicamentos, uma vez que os mesmos ainda não têm autorização de introdução em Portugal por parte do Infarmed. No entanto, a esmagadora maioria dos pedidos de acesso não têm sido autorizados, encontrando-se pendentes.