Uma notícia recente dava conta da inexistência, no banco público de gâmetas, de esperma de dadores negros. Isto terá levado a que alguns casais ficassem inibidos de aceder a técnicas de procriação medicamente assistida

No ano passado, cerca de cem pessoas foram contaminadas com a bactéria Klebsiella pneumoniae, no Hospital de Vila Nova de Gaia, sendo que três destas pessoas vieram mesmo a falecer. Entretanto, esta mesma bactéria foi agora identificada no Centro Hospitalar de Coimbra (CHUC) onde três pessoas também já faleceram devido a esta bactéria resistente. Em conferência de imprensa, José Pedro Figueiredo, diretor clínico do CHUC indicou que esta unidade hospitalar conta com 24 doentes portadores da bactéria que se encontram isolados para evitar a disseminação. José Pedro Figueiredo indicou que neste momento 21 doentes estão em isolamento, sendo que há oito infetados - uma evolução que não acontece em todos os casos - e quatro internados nos cuidados intensivos, embora estejam apenas colonizados e não infetados.

No entanto, uma vez que foi retirado o critério da distância mais curta para o utente, o concelho de Celorico de Basto passou a ser referenciado para Penafiel, medida que não se adequa à realidade da população. De facto, cerca de 75% do território do concelho de Celorico está mais próximo de Guimarães do que de Penafiel. Esta referenciação de toda a população para Penafiel faz com que uma parte substancial dos residentes no concelho tenha de percorrer 60 quilómetros para ir para Penafiel, quando podia percorrer 30, indo para Guimarães. É este o fado das pessoas residentes em Rêgo, por exemplo: para Penafiel, a distância que têm de percorrer é de 57,5 quilómetros, em estrada nacional e autoestrada, enquanto para Guimarães, pela estrada nacional, a distância é de 26 quilómetros. Acresce que esta região é deficitária em transportes públicos, o que dificulta e encarece ainda mais uma necessária ida ao hospital. 

Foi do conhecimento público, a meados do mês de janeiro, que no Centro Escolar do Carregado e na Escola Básica de Cascais surgiram casos de sarna em alunos. No caso do Carregado, os pais alegam que os primeiros casos surgiram já em outubro de 2015 (6 crianças) e apenas em janeiro a direção da escola deu conhecimento aos restantes pais. 

O Bloco de Esquerda esteve recentemente reunido com o Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Ave (CHMA), de forma a inteirar-se dos problemas e dificuldades na prestação de cuidados de saúde na região. Para além das questões do subfinanciamento e da necessidade de investimento, de forma a atualizar os equipamentos, requalificar instalações e contratar o pessoal necessário, foi referido um constrangimento no que toca à referenciação de doentes que nos parece grave e que deve ser alvo de intervenção. Este constrangimento prende-se com o facto de o Hospital de Braga não aceitar pacientes provenientes de Santo Tirso e da Trofa, sendo que o Hospital de referenciação destes mesmos pacientes é o Hospital de S. João no Porto.

Segundo informação veiculada pela imprensa, José Cristino trabalhava na Prosegur há cerca de uma década. No dia 25 de janeiro, após uma jornada de trabalho desumana, tendo trabalhado em três dias o equivalente a 48h, faleceu. Sendo uma área em que é permitido e possível (mediante acordo) estender o horário de trabalho até 12h, este trabalhador excedeu largamente a carga horária. A empresa terá solicitado à esposa do trabalhador que escondesse de todas a carga horária a que o companheiro estava sujeito, de forma a abafar o caso

Chegou ao conhecimento deste Grupo Parlamentar uma tomada de posição subscrita por 65 reclusos do Estabelecimento Prisional de Bragança. Nesta tomada de posição, os reclusos solicitam algo tão elementar quanto a autorização para a instalação de aquecimento geral para as celas de reclusos ou, na impossibilidade desta medida ser aplicada, a autorização para a entrada de um aquecedor em cada cela, de modo a proporcionar condições minimamente dignas de habitabilidade naquele espaço carcerário situado num meio reconhecidamente caracterizado por temperaturas muito baixas.

A racionalização de recursos a que o anterior governo fez alusão durante 4 anos teve apenas uma consequência: o encerramento de serviços de proximidade ao cidadão, fosse na saúde, na educação ou no emprego. Ao mesmo que se retiraram serviços essenciais para populações, não se teve em conta as dificuldades de mobilidade que assolam determinadas franjas da sociedade e determinados locais do país.  Assim, este problema também afetou centros de emprego, cuja reorganização começou a ter mais impacto a partir de agosto de 2015. A 19 de outubro de 2015 foi anunciado o encerramento do centro de emprego de Moscavide/Sacavém; este serviço servia 130 mil pessoas da zona oriental do concelho de Loures, que foram, assim, transferidos para o serviço na cidade de Loures. 

O Despacho n.º 7422/2009, publicado em Diário da República a 12 de março de 2009, criou um grupo de trabalho que tinha como objetivo proceder “a uma análise da estrutura das carreiras dos técnicos superiores de saúde e dos técnicos de diagnóstico e terapêutica, com o propósito de ponderar uma nova conceptualização ou redefinição das mesmas em função das necessidades do Serviço Nacional de Saúde.”

No dia 18 de janeiro morreu um operário do Consórcio que estava responsável pela execução obra. O trabalhador foi encontrado, em posição fetal, no fundo de uma caixa de visita de esgoto doméstico. Conforme se conseguiu apurar, a obra contempla duas tubagens, de esgoto doméstico e industrial, que seguem em tubos paralelos, mas, à data do acidente de trabalho, só a tubagem de esgoto doméstico estava concluída, testada e tudo corria por lá. 

Não obstante este ser um serviço do Ministério da Saúde, os trabalhadores não são contratados diretamente pela tutela, uma vez que a gestão desta linha foi entregue a uma entidade privada, em regime de parceria público privada (PPP). A esmagadora maioria dos trabalhadores não tem contrato de trabalho, assegurando funções em completa precariedade, com recurso a recibos verdes. Esta situação mereceu ampla contestação por parte dos trabalhadores há cerca de dois anos quando a entidade gestora decidiu unilateralmente reduzir-lhes o pagamento. 

Durante o período de vigência do Governo PSD/CDS registaram-se recorrentes vezes falhas na disponibilização de medicação de dispensa hospitalar, seja por não haver medicamentos quando os utentes chegavam ao hospital para a obter, seja por esta ser dispensada em pequenas doses ou para curtos períodos de tempo, por exemplo. Esta é uma situação grave, pois dificulta a adesão à terapêutica e acarreta constrangimentos para os utentes que têm que se deslocar diversas vezes à unidade hospitalar para obterem a medicação, com todos os custos que lhe são inerentes.

Recentemente, vários utentes A Unidade Local de Saúde (ULS) de Matosinhos depararam-se com um esquema fraudulento de cobrança de taxas moderadoras, em que lhes foi enviada uma mensagem de telemóvel, em nome da ULS de Matosinhos, indicando um valor que deveriam pagar, supostamente, relativo a taxas moderadoras. A mensagem indicava uma entidade e uma referência bancária para pagamento através do multibanco, sendo referido também que a não liquidação da verba em causa poderia originar coima.

Os guardas prisionais do estabelecimento prisional do Funchal, através do Sindicato Nacional do Corpo de Guarda Prisional, têm alertado para situações anómalas que ali se verificam, promoveram abaixo-assinados que encaminharam para a tutela e autoridades regionais, convocaram greves motivadas pelas anomalias que denunciam e pretendem ver sanadas.