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Quebras de produção de pera rocha, na região Oeste

As condições climáticas extremas que se verificaram este ano tiveram impactos severos e diversificados em muitas culturas.  Foi o caso da fileira da Pera Rocha, uma produção muito localizada na região Oeste e que vale cerca de 130 milhões de euros.

Segundo os produtores, a meteorologia afetou muito a campanha deste ano. Primeiro, o tempo seco prolongou-se até muito tarde; logo a seguir, foi o clima tardia e excessivamente húmido, a proporcionar o aparecimento da praga de estenfiliose; por fim, a produção foi atingida por um golpe de calor que queimou a fruta e fez parar o seu crescimento.

Eventos meteorológicos extremos como os que se verificaram este ano tenderão a ser cada vez mais frequentes, pelo que, além de minimizar este ano os prejuízos para os produtores, haverá que prevenir e mitigar as futuras consequências nefastas das alterações climatéricas.

Segundo reconhece o Eng.º João Ribeiro Lima, Vogal do Conselho Diretivo do INIAV, “as temperaturas extremas têm causado perdas na produção de frutos, devido ao escaldão superficial e, por vezes, devido ao enegrecimento interno dos mesmos, que quando ocorrem próximo da colheita podem afetar o poder de conservação dos frutos” (Pg. 80 da Revista Cultivar Nº.12, edição do GPP).

Neste cenário, adianta o referido especialista, “é necessário proteger os frutos com substancias que minimizem o seu aquecimento ou com redes que filtrem a radiação que lhes chega.”

“O INIAV tem atividades experimentais a decorrer neste domínio, que procuram também estudar o efeito que estas práticas culturais podem ter na produção do ano seguinte, devido ao possível efeito na diferenciação floral e na diminuição da taxa fotossintética das folhas” - esclarece ainda o Eng.º João Ribeiro Lima.

Com efeito, a utilização de redes protetoras foi este ano utilizada com êxito na região de Alcobaça, para defender a produção de maçãs, fazendo sombra e promovendo a compensação hídrica.

Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem por este meio dirigir ao Governo, através do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural as seguintes perguntas:

1. Tem o governo conhecimento das enormes perdas de pera-rocha ocorridas este ano, na região Oeste?

2. Que medidas vai o governo tomar para apoiar os produtores atingidos?

3. Que apoio técnico irá ser prestado aos produtores de fruta do Oeste, transferindo para o terreno o resultado das experiências em curso, no INIAV? E quando?

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