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“Garantimos que iremos lutar para melhorar o orçamento”

Mariana Mortágua relembrou que a direita foi responsável “pelo maior esbulho fiscal de sempre” e que é constrangedor “ver PSD e CDS e os apoiantes desse colossal aumento de impostos, como o deputado André Ventura, a tentarem convencer o país de que orçamentos que reduziram o IRS de todas as pessoas, que reduziram o IRC das pequenas empresas, o IVA da Cultura e da Restauração, o Pagamento Especial por Conta e aumentaram o mínimo de existência foram, afinal, orçamentos de aumento de impostos.É caso para dizer que a direita tem contactos curtos e intermitentes com a realidade”.

A deputada desafiou André Ventura e a Iniciativa Liberal a assumirem o seu programa: “privatização das universidades, a extinção do ministério da educação com passagem do património para privados, a dupla privatização-cheque Saúde e redução dos salários, das contribuições patronais para a segurança social e dos custos de despedimento”.

O Bloco de Esquerda assume a responsabilidade de responder pelos problemas de hoje. Em 2015 era urgente responder à crise, repor os salários, as pensões e a dignidade.
Hoje o país tem outros desafios:

- Emergência climática
- Crise da habitação
- Reforçar o SNS
- Investir nos transportes públicos
- Erradicar a pobreza
- Aumentar os apoios sociais, nas reformas, na infância e no desemprego
- Responder aos cuidadores informais
 Reforçar os direitos dos trabalhadores por turnos

O excedente orçamental não é uma prioridade, é uma obsessão sem sentido. O investimento, os vários tipos de investimento, são sim uma prioridade. Só um contrato social renovado, que fortaleça a confiança das pessoas nos serviços públicos e no papel redistributivo e solidário do Estado impedirá a extrema direita de galgar sobre os destroços de uma União Europeia obcecada com as regras orçamentais que inventou para se dividir.

 Não nos enganamos sobre a nossa responsabilidade nem sobre o nosso mandato: este orçamento não responde às exigências deste novo ciclo, e por isso não terá o nosso voto favorável, mas garantimos ao país que iremos lutar para o melhorar, medida a medida até ao último dia deste processo orçamental.