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"Prioridades do Bloco são claras: aumentar rendimentos de quem vive do seu trabalho"

Na segunda intervenção no debate sobre o OE2020, Catarina Martins relembrou ao governo que “um Orçamento do Estado vale pela resposta que em cada momento dá aos problemas do país, pela diferença que faz na vida das pessoas”, acrescentando que “a proposta que o governo apresenta hoje não é melhor do que nos orçamentos anteriores. É a sua herdeira. Mas confundir o que se fez com o que é preciso fazer, é perigoso”.

“Estamos num novo ciclo, marcado dolorosamente pela crise da habitação, o ciclo onde a resposta à emergência climática tem de ser efetiva, em que os serviços públicos não podem esperar mais, o ciclo onde responder por quem trabalha e por quem trabalhou exige a coragem de grandes mudanças nos direitos do trabalho, na erradicação da precariedade e na reforma do sistema de pensões”, explicou.

A coordenadora do Bloco alertou também que “apesar de todas as medidas de recuperação de rendimentos – que na sua grande maioria mais não são que aplicação de decisões da anterior legislatura – quem aqui vive e faz contas ao fim do mês, não irá ter o aumento de que precisa e que é seu direito”.

“O orçamento afirma claramente que a timidez do investimento serve a estratégia de excedente como forma de pagar a dívida pública. É um mau sinal porque é um recuo político explícito face ao caminho dos últimos 4 anos. Afirmamos sempre que só o crescimento económico podia proteger o país. Assim se aumentaram salários e pensões contra as pressões de Bruxelas. E provámos que esse caminho era certo”, afirmou Catarina Martins, frisando que “ para o Bloco de Esquerda as prioridades são claras: aumentar os rendimentos de quem vive do seu trabalho e aumentar o investimento”.