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Voto de pesar pela morte de Rui d’Espiney

Rui D’Espiney foi um destacado lutador antifascista. Nasceu em Moçambique e o seu percurso político começou como militante do PCP até 1962. Dois anos mais tarde fundou, com Francisco Martins Rodrigues e com João Pulido Valente, o Comité Marxista-Leninista Português/Frente de Ação Popular (CMLP/FAP).

O sociólogo esteve exilado em França e na Argélia, regressou a Portugal em junho de 1965. Pouco depois foi preso pela PIDE que o torturou e espancou barbaramente. Como contou o próprio Rui D’Espiney, em dada altura do cativeiro fizeram entrar a sua mulher e ela foi incapaz de o reconhecer, tais eram as nódoas negras e o sangue na cara. A exclamação dela, ‘Enganaram-se na pessoa, este não é o meu marido!’, deu conta da brutalidade com que foi tratado. O cativeiro só terminou com a revolução de 25 de abril de 1974.
Em 74/75, Rui d'Espiney participou na formação da UDP e, nesse período, foi seu dirigente.

Depois de 1974, Rui d’Espiney vivia em Setúbal, coordenou vários projetos de desenvolvimento comunitário e educativo, fundou e foi diretor do Instituto das Comunidades Educativas e da ADELE - Associação para o Desenvolvimento Educativo Local na Europa.

A Assembleia da República, reunida em sessão plenária, expressa o seu profundo pesar pela morte de Rui D’Espiney e presta homenagem à sua família pela sua perda.

 

Assembleia da República, 4 de maio de 2016.

As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda

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