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No debate desta quarta-feira, Mariana Mortágua perguntou se “estamos a assistir a uma remodelação em direto", se "o ministro das Finanças sairá do governo porque considera o seu primeiro-ministro irresponsável, ou se já assistimos a uma remodelação e o ministro das Finanças passou a dirigir o governo”, sublinhando que “o governo não nos pode dizer é que se compromete a não pagar sem auditoria e depois paga sem auditoria”.
 

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Maria Manuel Rola condenou a decisão do governo de suspensão do alargamento dos prazos de caducidade dos contratos de arrendamento, em vez de apoiar os inquilinos no pagamento das rendas.

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A coordenadora do Bloco questionou também o governo sobre a decisão de excluir doentes hipertensos e diabéticos dos grupos de risco dispensados de trabalho presencial, explicando que “os dados não mostram que o risco para estes doentes tenha diminuído”.

Numa terceira ronda, Catarina Martins denunciou a “incompreensível a decisão do governo, do PS e da direita de não proibir - e mesmo apoiar - a distribuição de dividendos pelas empresas”, afirmando que “em plena crise, as maiores empresas do PSI20 estão a distribuir aos acionistas o que falta para os salários dos trabalhadores”.

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“Em resultado da pandemia Covid-19, o uso de máscaras, luvas e outros materiais de proteção individual aumentou. Temos, portanto, um problema novo: mais resíduos. E com um risco acrescido face a uma potencial contaminação”, explicou o deputado Nelson Peralta, alertando também que “é uma situação de risco para quem trabalha nas limpezas ou na recolha e tratamento de resíduos e para outros profissionais de primeira linha a quem tanto devemos neste período, mas também para toda a sociedade”.

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No debate sobre a proibição da distribuição de dividendos pelas grandes empresas e setor financeiro, o deputado Moisés Ferreira lembrou que “nas últimas semanas muitos trabalhadores perderam rendimentos e os seus empregos, enquanto existem empresas a proceder à distribuição de dividendos milionários entre os acionistas”.

O deputado bloquista referiu também que “no meio de tudo isto há quem insista em viver acima das possibilidades do país”, referindo-se ao exemplo da EDP que distribui 700 milhões de euros e da Galp que distribuiu 300 milhões de euros, mesmo depois de ter despedido trabalhadores precários.
 

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Joana Mortágua recordou que “o ensino secundário está refém dos exames de acesso ao ensino superior”, acrescentando que “daí decorre a decisão de expôr as famílias e os estudantes a exames de acesso ao ensino superior à saída de uma pandemia”

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"Por não haver uma rede universal e pública de creches integradas no sistema educativo, há poucas vagas e mensalidades muito caras, sendo às vezes uma mensalidade mais cara que o valor mensal das propinas numa universidade”, explicou Joana R. Mortágua.

“As famílias estão reféns desta falta de vagas. Quando se deparam com uma quebra de rendimentos repentina ficam entre a espada e a parede: não têm como pagar a mensalidade mas não podem perder a vaga na creche”, alertou a deputada.

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“É profundamente hipócrita que este debate tenha sido marcado pelo mesmo PSD que votou contra propostas exatamente iguais no que toca ao alargamento das medidas de proteção aos sócios gerentes das micro e pequenas empresas”, afirmou a deputada Isabel Pires, denunciando que “isto significa para estas milhares de pessoas que a solução já poderia ter sido aprovada há 3 semanas, mas o PSD não quis dar essa resposta”.

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“É importante permitir que as contas da Ordem dos Advogados sejam certificadas, mas mais importante é permitir que a grande maioria dos advogados tenham contas para certificar”, alertou o deputado José Manuel Pureza explicando que “muitos advogados têm as suas contas a zero ou até em valores negativos”.

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“Acreditamos que existe consenso na sociedade e até neste parlamento sobre as consequências devastadoras que a violência tem no bem-estar e desenvolvimento das crianças. Apresentamos esta iniciativa para que não mais haja vítimas esquecidas da violência doméstica”, afirmou a deputada.

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Notícias recentes indicam que os salários dos trabalhadores em lay-off poderão estar em risco por atrasos na Segurança Social. Sobre esta situação, a deputada Isabel Pires afirmou que “os trabalhadores não podem ficar sem salário porque o Governo não implementou devidamente as soluções que prometeu”, pedindo explicações ao Governo sobre este atraso e uma previsão para a resolução do problema.