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Molaflex Colchões, SA, despede 150 trabalhadores

Chegou ao conhecimento do Bloco de Esquerda que a empresa Molaflex Colchões, SA, despediu 150 trabalhadores que estavam contratados através de empresas de trabalho temporário. Esta empresa, sediada em Santa Maria da Feira, tinha mais de 350 trabalhadores antes de proceder a este despedimento.

Alguns destes trabalhadores já trabalhavam nesta empresa há cerca de 7, 8 anos, mas através de empresas de trabalho temporário, numa clara violação da legislação existente, uma vez que eram todos necessidades permanentes e, por isso, deveriam ter com contrato de trabalho efetivo e também ele permanente.

O Bloco de Esquerda sabe qua ainda na semana passada a Molaflex tentou interromper a atividade usando para isso os dias de férias dos trabalhadores. Ou seja, tentou obrigar os trabalhadores a abdicar das suas férias para impor uma suspensão da atividade da empresa. Não tendo conseguido concretizar esta intenção, procedeu ao despedimento destes trabalhadores e entrou posteriormente em lay-off alegando a falta de matéria-prima.

Esta empresa recebeu ao longo dos últimos anos vários apoios públicos e, como se sabe agora, manteve durante vários anos muitos trabalhadores em regime de precariedade quando deveria ter estabelecido com os mesmos vínculos laborais estáveis e seguros. Agora, esses trabalhadores ficaram no desemprego por culpa da empresa que nunca os integrou.

Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem por este meio dirigir ao Governo, através do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social as seguintes perguntas:

1. O ministério tem conhecimento deste despedimento?
2. Tinha conhecimento que esta empresa utilizava trabalhadores de empresas de trabalho temporário para postos de trabalho que eram permanentes?
3. A Autoridade para as Condições do Trabalho tem realizado ações inspetivas nesta empresa? Se sim, quando foram realizadas e quais as conclusões destas inspeções?
4. Que medidas serão tomadas pelo Governo para proteger estes trabalhadores?