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EDP decide distribuição de 700milhões aos acionistas enquanto famílias lutam para pagar conta da luz

Catarina Martins criticou a intenção de várias grandes empresas, como a GALP, EDP, a SONAE ou a Jerónimo Martins, de distribuir dividendos milionários aos seus acionistas e instou o Governo a usar o Estado de Emergência para impor "medidas de sensatez económica".

A coordenadora do Bloco alertou ainda para medidas urgentes que ficaram por implementar, como a requisição das clínicas e hospitais privados que fecharam, a proibição de despedimentos, a proibição de comissões bancárias e limitação dos spreads e mais apoios sociais para quem perdeu o emprego ou está mais vulnerável.

“Na doença e na economia, são sempre os mais pobres que ficam mais desprotegidos”, relembrou Catarina Martins.

A coordenadora do Bloco criticou ainda a limitação do direito à greve, explicando que “o risco para o país não vem dos trabalhadores, que têm sido solidariamente incansáveis, o perigo vem de patrões irresponsáveis que usam a crise como desculpa para despedir ou que colocam a saúde dos trabalhadores em risco.