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Na “terra da fraternidade” ninguém fica para trás

O deputado Moisés Ferreira iniciou o seu discurso evocativo do 25 de Abril lembrando “os corajosos capitães que há 46 anos, pela madrugada, libertaram o país e fizeram nascer o dia inteiro”, assim como “todos os trabalhadores para quem essa madrugada transformadora se fez: os da saúde, da indústria, da distribuição, do comércio, entre tantos outros, que enfrentam a epidemia, todos os dias, para fazer funcionar o país”

“A crise sanitária mostrou como a Saúde é um bem público. Mostrou como o direito à proteção da saúde é absolutamente central, como absolutamente central é também o Serviço Nacional de Saúde, filho da Revolução de 1974”, afirmou o deputado, lembrando que “é o nosso SNS – público, universal, geral e gratuito – que nos salva e protege. Não são os privados que fazem da saúde uma mercadoria, os que fecharam portas ou que viam na epidemia mais uma oportunidade de negócio”.

“À crise económica devemos responder com o espírito de Abril: solidariedade e proteção do emprego; justiça e proteção dos rendimentos de quem menos tem; igualdade e intensificação dos direitos fundamentais”, alertou Moisés Ferreira, numa altura em que a crise pandémica arrasta consigo uma crise económica e social, deixando também uma mensagem de apoio aos profissionais de saúde que “para além de aplaudidos e elogiados precisam também melhores carreiras e remunerações”.

“Luís Sepúlveda escreveu que “Somente aqueles que ousam podem voar”. Fizemo-lo há exatamente 46 anos. Façamo-lo sempre. Ousar e Voar”.