Share |

Voto de pesar pelas mortes de Firmino Guajajara e de Raimundo Guajajara

Firmino Prexede Guajajara e Raimundo Benício Guajajara foram assassinados a 7 de dezembro nas terras indígenas Cana Brava, no estado do Maranhão, Brasil. No mesmo ataque, mais quatro pessoas ficaram feridas. Estes cidadãos regressavam de uma reunião com uma empresa de produção elétrica, onde estiveram a defender os seus direitos, quando foram atacados a tiro a partir de um carro em movimento.

Firmino Guajajara e Raimundo Guajajara são membros da tribo Guajajara, conhecida como guardiã da Amazónia por proteger a floresta. Este ataque ocorreu perto da zona onde há apenas um mês outro membro da tribo, Paulo Guajajara, foi morto a tiro por madeireiros.

Os povos indígenas do Brasil têm sofrido uma escalada de violência durante a presidência de Jair Bolsonaro que mantém uma retórica de redução dos direitos dos povos nativos e de desproteção ambiental da Amazónia. Os conflitos com madeireiros e mineiros agravaram-se, tanto mais que existe a expectativa de que o governo Bolsonaro legalize a ocupação fundiária feita de forma ilegal e violenta.

Estes ataques configuram um ataque à vida, mas também ao direito ao território, aos modos de vida e à segurança dos povos nativos e devem ser motivo de preocupação e condenação.

Estes ativistas ambientais foram assassinados a defender um bem essencial a toda a Humanidade. O ataque ocorreu durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP25 e coloca em evidência a necessidade de aliar a proteção da natureza ao respeito dos direitos humanos.

A Assembleia da República, reunida em plenário, manifesta o seu pesar pelo assassinato de Firmino Prexede Guajajara e de Raimundo Benício Guajajara e transmite as suas condolências ao povo brasileiro e aos seus familiares.

Assembleia da República, 10 de dezembro de 2019.
 

AnexoTamanho
voto_pesar_firmino_e_raimundo_guajajara.pdf188.86 KB